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:: Collor e Lula ::

Postado em Artigos em 4 outubro, 2007 por kaduzopolis
O episódio Collor, com sua carga de justiças e injustiças, transmitiu um generalizado sentimento de força política ao cidadão, tornou efetiva a possibilidade de se enfrentar e vencer poderosos, e representou, especialmente, grande vitória sobre a corrupção.

A partir da sua deposição, um partido se proclamou dono absoluto da ética na política e na administração pública. Assim o mundo político estaria dividido em dois: de um lado um partido acima de qualquer suspeita e de outro, todos os demais, integrantes do grande balaio da corrupção. Além disso, vendiam a felicidade no “sem medo de ser feliz”. Sem dúvida, a única coisa que jamais poderia ser prometida.

Lula venceu, o povo dançou nas praças, a esperança vencera o medo. Logo, uma cachoeira de crimes, irregularidades, desvios, compra de parlamentares mensaleiros, quadrilhas instaladas na sala ao lado, no Planalto. Uma interminável sucessão de escândalos. E o mais grave, um Presidente que nada sabe, nada ouve, nada vê.

O fenômeno Lula dificilmente será apagado da mente e dos corações brasileiros. Mas, ao contrário do prometido, ele trouxe a desesperança para quem sempre lutou contra uma sociedade decadente, a desilusão para pessoas aguerridas que pensavam um Brasil mais decente e que agora, conformadas, dizem simplesmente “as coisas são assim mesmo”.
Afinal, um paradoxo, Collor representa o triunfo da cidadania; Lula, a derrota.

Antonio Augusto d´Avila.

:: Sou de Viamão! ::

Postado em Artigos em 30 setembro, 2007 por kaduzopolis
Estava lendo um post do Eduardo Escobar, do dia 20 de setembro no blog do viamão hoje, que falava sobre viamonismo, e quero colaborar com a tese por ele defendida, confirmo com o texto que segue.
Nas minhas atividades como agente político de nosso município, durante o período que fui assessor do deputado Ruy Pauletti (e hoje como assessor da deputada Zilá) percorro todo o município aos finais de semana, fazendo contatos e identificando problemas, que na maioria das vezes não são faceis de resolver.
Aos sábados, quando encontrava algum morador de Itapuã, fazia algum comentário sobre as músicas que tocará no programa (Charla no Pago, das seis as dez da manhã), e freqüentemente perguntava quando o mesmo iria me visitar, e as respostas vinham mais ou menos parecidas com estas:
- “Kadú, não tenho tempo nem de ir a Viamão quanto mais ir a Porto Alegre”.
- “Kadú, se fosse lá em Viamão eu até ia”.
- “Os políticos lá de Viamão não estão nem ai pra nós daqui
Isto acontecia e acontece com muita freqüência, os moradores de Itapuã, não se sentem viamonenses, mas não é só o povo de Itapuã que pensa assim.
É só conversar com o pessoal de Águas Claras, ou Capão da Porteira e a coisa é mais ou menos
parecida “lá em Viamão”. As pessoas se acham fora de Viamão, para elas Viamão é sempre “”.
Só para ilustrar, a semana passada estava no Café do Espaço Santander, junto com o meu grupo preparando um trabalho da faculdade, e apareceu a minha amiga Karina, que trabalha com pesquisa, após as apresentações, ela aproveitou para entrevistar o meu amigo Gerson, e quando ela perguntou onde ele morava, adivinhem a resposta? “Eu moro na Santa Isabel”, foi isto mesmo, as pessoas não assumem Viamão.
Se fizer uma pequena análise, da para entender, Viamão tem mais de duzentos e cinqüenta mil habitantes, e a grande maioria é de pessoas que vem de outras cidades do interior, e acabam vindo se estabelecer aqui, e acabam adotando a região em que moram como cidade, é o caso da Santa Isabel, de Itapuã, de Águas Claras, de Capão da Porteira e por ai vai.
Concordo com o Escobar, falta um espírito viamonismo, aos que aqui moram, Viamão ainda não é um todo, são várias cidades dentro deste município, falta o poder público, os empresários, os políticos e o povo, abraçarem a idéia de mostrar o que é Viamão, e como bom viamonense, sou parceiro nesta empreitada.
Kadú Schwartzhaupt

:: Uma Copa de Emoções ::

Postado em Artigos, Esporte em 28 setembro, 2007 por kaduzopolis
Nesta segunda feira haverá decisão da Copa João Garcia de Futsal, desenvolvida pelo amigo Júlio César Santos e idealizada por outro amigo, Luis Souza Leal, o mais antigo comerciante de esportes do Estado.
O Julinho realizou a copa para homenagear-me sem qualquer outra intenção e já ficaria feliz se tivesse sido uma edição, mas o Júlio fez questão de manter a competição com esse nome o que me deixou ainda mais emocionado.
Não precisava, mas acho que dei sorte para o evento que cresceu muito e hoje é marca no futsal de Viamão. Nem tenho devolvido com a mesma intensidade de divulgação á homenagem, o que faz do Júlio um cara ainda mais bacana. Muito tenho a agradecer e não conseguirei faze-lo nesta encarnação será preciso voltar mais uma pelo menos.
Os agradecimentos não param por aí, porque os colegas de mídia de Viamão (sites, blogs e agora o mais novo jornal, o Diário de Viamão, com o Daniel Jaeger e o Carlos Dickow Jr.) divulgam a Copa o que a torna maior ainda.
É muito estranho a gente ser reconhecido num lugar por ter uma competição no seu nome e o mais importante, ainda estou vivo. Homenagem em vida é muita responsabilidade para o homenageado, a gente não pode decepcionar. Algo como virar nome de rua enquanto vivo.
Somente pessoas de coração bom como o Julinho, seu pai, sua família poderiam dar-se o trabalho de homenagear quem sequer conheciam. Hoje, sou muito mais devedor que credor desta homenagem.
Tenho por Viamão um carinho especial, pelos amigos daí, o Júlio e sua família, o Kadú colega de trabalho e família, meus amigos de Itapuã, da FM, todos muitos sinceros e solidários.
Segunda-feira estarei lá no ginásio Florença para ver de perto a decisão, espero que os internautas daqui também o façam. Obrigado Julinho, não mereço tanto.

João Garcia

:: O Gestor e o Político ::

Postado em Artigos, Política em 26 setembro, 2007 por kaduzopolis
Não sei como ficará o quadro sucessório para as eleições de 2008 aqui no município, até agora tenho escutado coisas do tipo “O Fulano de tal, tem mais chances de tirar o Alex, o Ciclano não pode participar porque…” e por ai vai.
Mas até o momento não escutei de ninguém, veja bem de ninguém, propostas para melhorias de nossa cidade. Acredito que o melhor candidato é aquele que tem propostas, mas que sejam realistas e que possam ser implementadas, e atendam as necessidades de nossos munícipes.
Hoje precisamos de gestor para administrar uma cidade, mesmo ele tendo que passar pelo crivo político das urnas. Existe muita coisa a ser mudada, precisamos pensar em gerar renda e emprego, em nossa cidade, precisamos acabar com a idéia de que aqui é bom para descansar, por que, antes disso, aqui tem que ser bom para trabalhar, senão continuaremos a enriquecer uma única empresa e um único patrão.
Lendo o livro “Evolução do meio urbano(Tatiana Souto Maior de Oliveira) comprovo esta tese, pois na introdução já se percebe isso: “Os municípios brasileiros, após a descentralização administrativa pela constituição de 1988 e institucionalizada pelo Plano Diretor de Reforma do Estado de 1995, deparam-se com a necessidade de se estruturar para gerir o meio urbano...”.
“… Como conseqüência da alteração das cidades e de suas demandas, os modelos de gestão já não se adaptam mais. É possível perceber a deficiência dos órgãos municipais em lidar com a gestão do meio urbano, seja pelo novo contexto das cidades, seja pela falta de preparo dos gestores...”.
Então, é bom os candidatos ficarem com as barbas de molho, porque o candidato de hoje, para se eleger, precisará ter um mínimo de competência gerencial, além do carisma é claro, senão o voto não estará garantido.
Kadú Schwartzhaupt

:: Privatização da dívida ::

Postado em Artigos, Economia, Política em 25 setembro, 2007 por kaduzopolis
Estes dias conversando sobre privatizações com meu amigo “d´Avila” surgiu a idéia de escrever um artigo sobre o assunto, não saiu o tal texto, mas ele pelo contrário, me enviou seu texto que publico abaixo na integra.

Privatização da divida
Muito já foi e ainda é dito sobre as privatizações feitas na década de 90 por governos ditos neoliberais. Segundo os partidários dos modelos estatizantes, o patrimônio público foi dilapidado. Assim teria acontecido com parte da CEEE e, também, com a CRT, nossa “jóia da coroa”; empresa que não retornava lucros para o Estado apesar de todo o dinamismo do setor de comunicações, e não conseguia se capitalizar, ou seja, era incapaz de expandir seus serviços de forma significativa. A fila de espera por um telefone era imensa. Prosperavam os negócios paralelos e o câmbio negro.

Dizer da ausência de lucros, talvez não seja correto. O setor de comunicações no Estado, dominado pela CRT, carreava para os cofres públicos grandes somas a título de ICMS, o verdadeiro lucro do Estado. Em 1997, ano de sua privatização, foram R$ 229 milhões (5,7% da arrecadação); em moeda de hoje mais o crescimento real da arrecadação total do ICMS, representaria R$ 696 milhões. Nove anos depois, em 2006, o mesmo setor recolheu R$ 1,62 bilhões (13,2% da arrecadação), ou seja, um acréscimo efetivo de 919 milhões, equivalente a toda a despesa com pessoal e encargos sociais da Segurança Pública.

No entanto, a maioria das estatais gaúchas não foram privatizadas. Agasa, Progasa, Cesa, Cintea, Cedic, Cia. de Nitrogenados, Cohab, Caixa Econômica Estadual e outras menos votadas permanecem muito vivas no patrimônio dos gaúchos. Melhor dizendo, continuam vivíssimas na enorme e quase impagável dívida, que estamos suportando, e nossos filhos e netos vão ter que saldar.Certamente, aqueles partidários da estatização não leram Marx que no século XIX já ensinava: “a única parte da chamada riqueza nacional, que realmente entra na posse coletiva dos povos modernos, é sua Dívida Pública”.
Antonio Augusto d´Avila
Economista

Kadú Schwartzhaupt

:: Kaduzópolis e as batatas ::

Postado em Artigos, Literatura, Política em 22 setembro, 2007 por kaduzopolis
Recentemente em Kaduzópolis, ocorreu um confronto de idéias e posições antagônicas, em um dos lados estavam os que sempre governaram e acreditavam serem os melhores administradores e queriam ter o poder novamente, ouvia se dizer que os atuais lideres foram por eles ali colocados, para num momento oportuno, devolver-lhes o mandato.
O que ocorreu, porém, foi que os atuais mandatários não aceitaram esta tese e partiram para o confronto, só que não estavam acostumados com o povo de Kaduzópolis, e os que julgavam estarem ao seu lado no campo de batalha, na verdade queriam o retorno dos antigos dominadores, e conspiraram para isso.
Hoje faço uma análise quando releio o texto de Machado de Assis, e tomo emprestado uma parte de seu texto que consta no livro “Quincas Borba”, que é o que segue:
“O cão ouvindo, correu a cama. Quincas Borba, comovido, olhou para Quincas Borba:
— Meu pobre amigo! meu bom amigo! meu único amigo! (Cap. V)
Após ler este trecho, percebo que Quincas Borba estava correto, pois os únicos amigos, são realmente os caninos, e quanto mais conheço os homens mais admiro meus animais.
Nos textos Machadianos, O homem é menos valorizado, no Humanitismo, não significa nada; é falso, instável e fraco. Podemos notar isto nos seus personagens. Tudo é igual. Na luta pela sobrevivência quem vence é o mais forte. “Ao vencedor as batatas.”
Vejo que, Kaduzópolis esta neste ponto, todos querem as batatas, mas em breve mais uma vez ouviremos bem alto e bom tom: “Ao vencedor, as batatas!”, sabem por que? Porque todos querem mandar em Kaduzópolis, querem governar Kaduzópolis, só não sabem como vencer para chegar ao poder e fatidicamente fracassarão.
Sim. “Ao vencedor as batatas”. Depois da morte de Quincas Borba, Rubião sente-se dono das batatas. É um vencedor. As batatas, para ele, representavam riqueza, posição social. Não sabia ele que, na realidade, representavam, simplesmente, meras batatas. Não tinham valor algum. Seriam, apenas, o veículo de sua destruição. E ele que até então não entendera a exposição do filósofo, passa a compreender a fórmula:
— Ao vencedor, as batatas!
Então amigos, não percamos o norte pois a história já esta contada, a não ser que, as tribos venham a se unir e dividir “as batatas” mesmo correndo o risco de perderem alguns por inanição, mas garantindo assim a sobrevivência da espécie.
Kadú SChwartzhaupt

:: E a CPMF continua?… ::

Postado em Artigos, Política em 20 setembro, 2007 por kaduzopolis
O texto-base da PEC da CPMF foi aprovado ontem à noite, com 338 votos favoráveis, 117 contrários e duas abstenções. A análise dos destaques pendentes que deveriam ser apreciados hoje (20.09), foram adiados para a próxima terça-feira.
Depois da conclusão da votação em primeiro turno, a proposta terá de ser submetida a uma segunda rodada na câmara. Só então ela poderá ser encaminhada ao Senado.
Lula não quer perder a CPMF, pois ela rende cerca de R$ 40 bilhões por ano aos cofres do Governo. Imposto que foi criado para aumentar os recursos destinados à saúde, não cumpre a sua função, pelo que tenho visto nos postos de saúde e hospitais de nosso município e da capital a gritaria é sempre por mais recurso, pois segundo dizem o que se tem é muito pouco.

Um fato me deixou meio acabrunhado, é só vocês olharem a lista dos votos que vocês irão perceber, por incrivel que pareça até a Manu votou pela manutenção da CPMF. Confiram a lista da votação dos deputados gaúchos.

Estes votaram pela continuação da cobrança da CPMF:
Adão Pretto (PT) – Sim; Beto Albuquerque (PSB) – Sim; Cezar Schirmer (PMDB) – Sim; Darcísio Perondi (PMDB) – Sim; Eliseu Padilha (PMDB) – Sim; Henrique Fontana (PT) – Sim; Ibsen Pinheiro (PMDB) – Sim; José Otávio Germano (PP) – Sim; Luis Carlos Heinze (PP) – Sim; Luiz Carlos Busato (PTB) – Sim; Manuela DÁvila (PCdoB) – Sim; Marco Maia (PT) – Sim; Maria do Rosário (PT) – Sim; Mendes Ribeiro Filho (PMDB) – Sim; Paulo Pimenta (PT) – Sim; Pepe Vargas (PT) – Sim; Sérgio Moraes (PTB) – Sim; Tarcísio Zimmermann (PT) – Sim; Vilson Covatti (PP) – Sim.

Votaram contra a continuação da cobrança:
Claudio Diaz (PSDB) – Não; Enio Bacci (PDT) – Não; Germano Bonow (DEM) – Não; Luciana Genro (Psol) – Não; Matteo Chiarelli (DEM) – Não; Professor Ruy Pauletti (PSDB) – Não; Renato Molling (PP) – Não.

Agora é só aguardar e ver o que vai acontecer, como se posicionará os deputados na próxima semana, será que manterão estes votos? eo Senado?

Kadú Schwartzhaupt

:: Haverá renovação em Viamão? ::

Postado em Artigos, Política em 18 setembro, 2007 por kaduzopolis
Enquanto lia os jornais de hoje (19.09.2007) percebi que existe uma vontade de lançar novos nomes na política viamonense, sou partidário desta idéia, muitos sabem que também já me coloquei a prova para também ser, um nome novo para Viamão.
Nada que desmereça os que construíbuiram até hoje com nosso município, mas chega um momento que temos que renovar.

Vejo no jornal, os nomes do Russinho, nome novo para uma majoritária, leio o nome do Vítor Ortiz, que também é novidade, até o DEM, está lançando um nome novo, e além do mais uma mulher, o próprio Psol, vem com um novo nome para a majoritária.
Isto tudo, é bom para a política e bom para a comunidade, pois começam a surgir novas lideranças com novos pensamentos. Veremos como irá se comportar o eleitorado de nosso município no ano que vem, espero ver também uma grande renovação no legislativo, tenho circulado pelas vilas de nossa cidade, e o que escuto é que a grande maioria quer o novo, agora se isto irá se confirmar é outra coisa, depende muito das estratégias que os mais experientes irão usar durante a campanha, mas se não for bem elaborada, com certeza a renovação será muito grande.
Kadú Schwartzhaupt

:: Independência, Revolução e Maçons ::

Postado em Artigos, Literatura em 16 setembro, 2007 por kaduzopolis
No dia 2 de setembro recebi um convite para fazer uma palestra em alusão a semana da Pátria e à Semana Farroupilha, na Loja Maçônica Amor e Caridade IV, aceitei o convite e fui em busca de informações históricas em livros de história e livros de históricos maçons. Busquei informações, li alguns livros e apresentei uma palestra no sábado dia 15 de setembro, com duração de vinte minutos, o tema que resolvi abordar é vasto na literatura profana e maçônica e para fazer uma apresentação, seria necessário um seminário. Como não dispunha deste tempo, e sem a pretensão de tratá-lo em profundidade, abordei pequenos textos da história, apenas para repassar informações necessárias sobre os acontecimentos e a atuação da Maçonaria e de Maçons nas questões da Revolução Farroupilha e Independência do Brasil.

Percebi o quanto a Maçonaria fez para estes fatos ocorrerem e quero trazer aqui pequenos textos retirados dos livros.
José Castellani afirma:
“A obra máxima da Maçonaria brasileira e a única de que ela participou de fato, como Instituição, foi a independência do Brasil, em 1822 no mesmo ano em que os Maçons brasileiros criavam a primeira Obediência nacional, o Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano, que posteriormente viria a ser o Grande Oriente do Brasil”.
É claro que Castellani caracteriza a ação maçônica nacional e sua afirmação não é excludente em identificar uma ação regionalizada desenvolvida por Maçons gaúchos e outros até de outra nacionalidade no episódio histórico conhecido como “Revolução Farroupilha”.
Quanto ao episódio da independência, ainda acompanhando a opinião de Castellani, há que compreender que a independência política do país não foi obra exclusiva dos Maçons já que D. João VI ao elevar o Brasil à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarves em 1815, separou de fato o Brasil de Portugal dando o primeiro e decisivo passo para a sua independência.
A estreita comunicação entre D. Pedro e D. João VI, em cartas, demonstra que os fatos que transcorriam eram do conhecimento e concordância de D. João VI.
Através de minha pesquisa tive conhecimentos sobre a iniciação de D. Pedro contribuiu fortemente para o processo de emancipação brasileira e isto interessava à Maçonaria como também interessava a D. Pedro estar apoiado pelos Maçons, já que formavam à época uma forte corrente política.
Em 09 de janeiro de 1822, o conhecido episódio do “Fico” teve a inspiração e liderança dos Maçons José Joaquim da Rocha e José Clemente Pereira. “O Príncipe Regente recebeu três documentos feitos sob inspiração e liderança maçônica rogando por sua permanência no Brasil em descumprimento dos Decretos nº 124 e 125 das Cortes Portuguesas.
O documento paulista foi redigido por José Bonifácio de Andrada e Silva, o documento dos fluminenses foi redigido pelo Frei Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, orador da Loja “Comércio e Artes” e o documento dos mineiros foi liderado por Pedro Dias Paes Leme. No Convento da Ajuda, na cela do Frei Sampaio reuniam-se os líderes do movimento”.
Este fato pitoresco de Maçons, de reunirem-se em segredo num Convento tem conotação com as reuniões que hoje são realizadas nas Lojas Maçônicas, guardadas as devidas proporções.
Decidida a questão do “Fico”, acentua-se o processo de discussão e sob a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo a Maçonaria decide, por proposta do brigadeiro Domingos Alves Branco Muniz Barreto, outorgar a D. Pedro o título de “Defensor Perpétuo do Brasil”.
Tão logo foi fundado o Grande Oriente Brasílico José Bonifácio de Andrada e Silva foi escolhido como Grão Mestre e Joaquim Gonçalves Ledo como Primeiro Grande Vigilante. Havia, no entanto uma luta ideológica entre os Grupos de Bonifácio e de Ledo.

D. Pedro foi iniciado na Loja “Comércio e Artes” no dia 02 de agosto de 1822 adotando o nome histórico de Guatimozin. No dia 05 de agosto, ou seja, três dias depois se tornava Mestre Maçon.


Antonio de Menezes Vasconcelos Drumond, voltando de missão maçônica nas províncias de Pernambuco e Bahia, no final de agosto de 1822 relata em suas “Memórias”:

“José Bonifácio havia também naquelle dia ou na véspera, recebido novas de Lisboa; e juntas estas com aquelas que eu trazia (da Bahia) julgava conveniente acabar com os paliativos e proclamar a independência. Fosse esta a causa isolada ou cumulativa com os seus desejos de ser a independência proclamada na sua província, o caso é que elle desde logo entendeu que se não devia adiar para mais tarde este acto. O príncipe já estava em S. Paulo e se a occasião não fosse aproveitada quem sabe se outra se poderia proporcionar tão cedo”.
O relato segue:
“… No Conselho decidiu-se proclamar a independência. Enquanto o Conselho trabalhava, já Paulo Bregaro estava na varanda prompto a partir em toda diligencia para levar os despachos ao príncipe regente. José Bonifácio ao sahir lhe disse: – Se não arrebentar uma dúzia de cavalos no caminho, nunca mais será correio; veja que faz.”
Sobre a data máxima dos gaúchos e procurando registrar e dar evidência a atuação dos Maçons nos acontecimentos políticos de nosso Estado é preciso dizer antes de tudo que Bento Gonçalves era membro ativo do quadro da Loja “Philantropia e Liberdade”, que Davi Canabarro foi iniciado em 14 de novembro de 1841 na vila de Alegrete. Ombreando ideais e combates ao lado destes estavam Tito Livio de Zambeccari e Giuseppe Garibaldi iniciado em 1836 na Loja “Asilo da Virtude”. A associação de Zambeccari e Garibaldi aos Farroupilhas deu-se pela comunhão de princípios cristalinos que a Ordem preconiza de Liberdade, Defesa de povos oprimidos e combate ao autoritarismo. Os Maçons em qualquer parte do globo terrestre estão convocados a defenderem estes princípios e prestarem auxílio aos que combatem diretamente. Assim foi quando o líder Farrapo esteve preso no Forte São Marcelo na Bahia.
No livro “A Maçonaria na Independência” os irmãos Ferreira afirmam textualmente:
“Assim, no dia 28 de junho daquele ano na Loja ”Virtude“ ao Oriente da Bahia o Irmão Secretário apresentou uma prancha do Irmão Bento Gonçalves da Silva, grau 18, de que ficou a Loja ciente, logo nomeados os Irmãos Guimarães, Manoel Joaquim e Marques para se dirigirem por parte da Loja ao dito Irmão e participarem-lhe que ela ficou inteirada, e que faria o que estivesse ao seu alcance a fim de melhorar a sua sorte…”
E no dia 30, na Loja “Fidelidade e Beneficência”, foi lida outra prancha de Bento Gonçalves e a Loja inteirada nomeou os Irmãos, Tesoureiro e o Orador Adjunto para visitarem o Irmão Bento Gonçalves e lhe oferecerem os socorros de que ainda necessitasse. Registre-se também que um dos fundadores da Maçonaria era o próprio comandante do Forte de São Marcelo. Pouco tempo após, Bento Gonçalves obtinha licença para nadar pela manhã e embrenhava-se no mar a nado sendo recolhido na crista de uma onda e levado para a praia onde esperavam-no conspiradores de chapéu alto.
É também interessante conhecer a Ata nº 67 lavrada aos dezoito dias de setembro de 1835 na Loja “Filantropia e Liberdade” em Sessão dirigida pelo Venerável Mestre Bento Gonçalves da Silva. O tempo aqui não me permite transcrevê-la, mas importante é dizer que naquela reunião é anunciada a data de 20 de setembro para início do movimento revolucionário.
Muitos outros Maçons estiveram envolvidos no movimento Farrapo, mas, antes de enumerar uma lista enorme prefiro mencionar um símbolo que é de todos os gaúchos e que imortalizou o registro da participação da Maçonaria. É a Bandeira do Rio Grande do Sul que foi idealizada na Loja Philantropia e Liberdade. Observa-se na Bandeira e no Brasão riograndenses as colunas “B” e “J” bem como os triângulos invertidos com a espada sustentando o capacete entre os ramos da acácia.
Estes dois episódios da vida política brasileira e gaúcha envolveram além de Maçons outros cidadãos, lideranças conscientes de seu papel que buscaram pelo diálogo ou pelo combate a defesa de direitos fundamentais de liberdade. A motivação destes homens, organizada em Loja ou não sempre foi a de construir uma sociedade mais justa e mais igual. A têmpera de seu caráter como observamos foi forjada na prática de procedimentos maçônicos no exercício da Arte Real.
A autonomia política e econômica de uma Nação não se completa com um movimento independentista. É um processo longo que exige a participação de toda sua sociedade em muitas gerações.

Hoje, o importante é que relembramos e saudamos as ações de brasileiros destemidos, de gaúchos corajosos e que resgatamos os registros da importância dos maçons na história brasileira e gaúcha. Isto nos dá a certeza de que melhores tempos virão. E de que estes tempos futuros serão fruto do nosso envolvimento e prática social, na construção do nosso dia a dia.
Fontes:
Ferreira – Manoel Rodrigues e Tito Lívio – “A Maçonaria na Independência”. Brasileira – Gráfica Biblos Ltda. 1968
Pesavento – Sandra Jatahy – “A Revolução Farroupilha” – Ed. Brasiliense.
Portal Maçônico – www.maconaria.net.
Kadú Schwartzhaupt

:: O ser é tão pouco como o não ser ::

Postado em Artigos em 12 setembro, 2007 por kaduzopolis
Amigos, quando montei este blog (dez dias atrás) o objetivo era fazer uma brincadeira, uma paródia, onde usaria nomes similares de personagens de nossa política local para criticá-los, porem pensei, e resolvi que posso fazer algo mais sério e contribuir para que os leitores deste blog possam conhecer um pouco mais sobre nossos políticos locais.
A idéia é a seguinte, estou abrindo uma pequena pesquisa, onde buscarei informações no meio político para saber o pensamento dos mesmos sobre as 10 (dez) personalidades mais importantes de nossa política local, e como tudo tem seu avesso, é claro que também vou tentar descobrir dos nossos entrevistados, as 10 (dez), pessoas que eles julgam não ter importância para a nossa cidade, irei publicar aqui estas entrevistas, para debates sobre as informações coletadas.

Já tenho 3 (três) entrevistas marcadas, assim que estiver gravado e com as devidas autorizações assinadas, as publicarei aqui neste espaço, mas desde já peço aos leitores, que dêm suas sugestões de nomes para entrevista, que irei atender um a um para descobrir que são seus preferidos.
E aqueles que quiserem participar como entrevistado, me contate que, atende-lo-ei o mais breve possivel. Pois o objetivo, deste blog é dar publicidade a todos os moradores de nossa “Kaduzópolis”. Todos perceberão que “o ser é tão pouco como o não ser, pois o ser é e também não é”, palavra de Heráclito.

Kadú Schwartzhaupt
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